Um julgamento de Feminicídio: Justiça, mesmo que tardia

No último mês, Careiro foi marcado por casos graves de violência contra mulheres, como o feminicídio de Eliane Félix e o julgamento tardio de Jacira. Entre falhas institucionais e contradições sociais, fica a pergunta: o que ainda falta para prevenir essas violências? Seguimos chorando Elianes, Jaciras e tantas outras.

Fernanda Souza

5/15/2024

Fotos: Acervo da Comarca de Careiro - AM

No último mês, Careiro foi palco de tantas violências que é difícil conter em palavras. O feminicídio cruel da Eliane Félix escancarou o quanto os órgãos públicos ainda falham na proteção e na punição dos agressores, seja em casos de morte, violência física, verbal, financeira, ente outros. Vimos pessoas, no desejo de "surfar" na onda da militância pós crime em cada canto da cidade, bem como os justiceiros que dizem que em mulher não se bate nem com uma rosa, mas que tratam mulheres como lixo.

Dia 08 de maio, finalmente aconteceu o júri popular da Jacira, moradora do Lago Preto, que foi assassinada pelo companheiro com diversas facadas, o mesmo homem com quem vivia há 17 anos. A justiça demorou mais de quatro anos para chegar, mas traz um mínimo de conforto. Contudo, sempre que um crime desses acontece, vem a reflexão: Pra que ponto estamos indo? O que falta? Será que são ações governamentais concretas? Será que a punição é o suficiente pra evitar que um caso desses aconteça?

Enquanto isso, choramos as Jaciras, Elianes, e outras tantas sem nome.